Publicado em ter | 02 | fev , 2010 por Diogo Moraes
Me deixei consumir pela matéria,
senti o pulsar de cada artéria,
e então sucumbi aos desejos.
Os olhos dela fixos aos meus,
o corpo sedento pelo toque da pele,
e a roupa saindo peça à peça…
Cada pedaço de mim revelado,
cada nervo meu ouriçado,
cada músculo retesado,
o prazer que segue o nosso encontro.
E no cair da noite fria de inverno,
e no incendiar do céu de verão,
e nas sombras das folhas de outono,
e no brilho das cores de primavera,
o gozo dela e o beijo meu se completam.
Não há mais vida fora da cama.
Somos amantes, amores e amados,
somos o amor sedento e suado,
troca de pernas e posições.
Insaciáveis e incansáveis,
não há fome ou sede, medo ou cansaço,
só há suor e pele, desejo e dor…
Ouço a voz doce ao meu pé de ouvido,
gemendo e cada vez mais me pedindo,
que lhe consuma e que a faça mulher.
Que lhe possua e lhe faça pirar.
Ela quer no meu céu pairar,
ser levada ao extremo do nosso prazer,
sem importar com horas ou seu dever.
Já deixamos de pensar ou querer.
Somos agora apenas instintos e vontade,
animais selvagens que se comem,
que se avançam e se dominam.
E quando menos se espera,
sinto suas unhas cravando minhas costas,
as pernas arranhando as minhas,
os lábios se abrindo e ofegando.
Perco os sentidos de fora.
Só sinto ela em baixo, em cima,
o moreno daquela pele em mim.
E então não há mais nada.
Uma estranha se encontra deitada ao meu lado,
olhando o céu pela janela do hotel,
em uma cama que não nos pertençe,
desnuda e gozada.
Mas não importa agora, ou talvez importe,
mas eu nego e procuro aquele corpo de novo.
Quero ela pra mim,
quero sentir tudo aquilo de novo,
saciar meu ego insaciado,
e esperar que o céu se inflame sobre nós.
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Publicado em sáb | 30 | jan , 2010 por Diogo Moraes
Disseram-me uma vez,
que uma hora eu ia crescer,
mas esqueçeram de me avisar,
que esse crescimento ia doer.
Me negaram essa maldita informação,
e eu me deixei levar pela vida,
crescer e sofrer sem medo,
deixando aberta toda e qualquer ferida.
Agora estou em pedaços,
cada parte de mim está se quebrando,
sentimentos se escondendo,
coração ardendo e luzes se apagando.
E não há mais como fugir disso,
talvez nem tenha motivo para tentar,
entrei nessa história de viver de cabeça,
e agora que começou, é impossível evitar.
Alguns lerão isso e acharão fúnebre,
outros dirão que eu estou me perdendo,
mas que pensem o quiser de mim,
afinal, é meu coração que tá ardendo.
São tantas despedidas que eu já não sei mais,
não encontro mais palavras pra falar,
evito sempre e ao máximo dizer “adeus”,
e, no fim, só resta os meus sentimentos calar.
Fora que eu não sei mais o que é futuro,
deixo tudo nas mãos do destino e o acaso,
e se nada mais der certo,
só me resta ser feliz no fracasso.
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Publicado em sex | 29 | jan , 2010 por Diogo Moraes
Prometa não esqueçer quem eu fui um dia.
Prometa lembrar do sorriso que estampei,
das piadas que contei e de quando fui feliz.
Se alguém vier te perguntar,
diga que não me conhece mais.
Insista que você sabia meu nome,
e que eu ainda estou em algum lugar longe.
Minta. Diga que eu estou no horizonte,
aonde o mar encontra o sol,
mas, em momento algum, conte
eu estou trancado num poço frio e escuro,
em alguma caverna ou monte,
aonde ninguém há de me encontrar.
E se algum dia você se esqueçer de mim,
prometa não me procurar.
E se quer uma explicação, eu te digo…
Não me procure, pois não poderá mais me ver.
Porque, em algum lugar, aquele eu deixei de ser.
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Publicado em qui | 28 | jan , 2010 por Diogo Moraes
Peguei meu caderno e meu lápis
para poder rabiscar no branco das páginas,
e esboçar um futuro que chamarei de meu.
Porém, depois de pensar e suar,
destruir a ponta do lápis e refazer,
notei que as páginas continuavam vazias
e que me futuro continuava em branco.
Olhei em volta então, e peguei o azul da caneta,
tentei, em vão, rabiscar as folhas pautadas,
mas a cor só se predia na capa.
Como se fosse uma metáfora bem feita,
percebi que o maldito caderno à minha frente
era eu.
Uma capa colorida por fora,
muitas coisas para serem escritas e ditas,
mas apenas páginas em branco se apresentam.
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Publicado em qua | 27 | jan , 2010 por Diogo Moraes
Nove motivos para passar em uma faculdade pública:
- Não pagar mensalidade ou ter que se submeter à algum crédito educacional.
- Poder cursar uma faculdade que seja bem recomendada em território nacional.
- Se gabar para aqueles que não passaram que você é melhor, ou não, que eles.
- Poder ver seus pais saírem do seu pé e pararem de te chamar de vagabundo.
- Ver seus pais te darem mais dinheiro já que não têem despesas com faculdade.
- Poder não fazer nada em sala de aula e ainda tirar boas notas, ou não.
- Conhecer pessoas de todas as classes sociais e aprender à conviver com elas.
- Poder acreditar que suas portas serão abertas, já que você está em uma faculdade bem aceita socialmente.
- Ter tempo livre e poder escolher como quer cursar o seu curso.
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Publicado em ter | 26 | jan , 2010 por Diogo Moraes
É por coisas como essas que eu estou cada dia mais frio e mais calado. Eu não quero me apegar à mais ninguém assim. Eu não quero ter que me despedir de mais pessoas. Não quero mais abandonar ou ser abandonado por alguém. Isso cansa. Machuca.
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Publicado em seg | 25 | jan , 2010 por Diogo Moraes
O pior de qualquer despedida é o sentimento de vazio que fica depois, e isso é um saco. É um saco pensar que aquele amigo ou amiga, namorado ou namorada, ou até mesmo um parente vai embora, seja por qual for o motivo, e você não mais o(a) verá ou que levará um bom tempo até que isso aconteça.
As pessoas realmente não deveriam ir embora e eu não entendo porque isso acontece. Sério. Eu fico me perguntando qual o motivo de o destino colocar as pessoas em nossas vidas só para depois tirá-las de nós. Muitos dizem que as pessoas entram em nossas vidas para nos ensinar algo, e que uma hora elas têem que ir embora. Mas então porque elas não ficam? Não aprenderíamos muito mais se elas ficassem?
E, como tudo na vida tem que ser difícil, não adianta lutar contra o destino e suas decisões. À cada alternativas que achamos pra driblar as imposições do destino, ele arranja outra maneira de conseguir o que quer. E, muitas vezes, essa nova maneira é pior que a anterior. Ou seja, tudo é culpa do destino e do seu controle sádico sobre os seres humanos.
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