às vezes, do nada, o fogo surge e queima tudo.
como o amor ou as sombras.
que dominam, cegam e marcam.
que deixam cicatrizes.
e que depois, do mesmo nada, somem.
o fogo.
que consome, destrói.
que impede que algo cresca.
que impede que o brilho apareça.
fogo que queima.
que usa de seu poder para inutilizar toda a esperança que existe.
que faz sangrar até o mais duro dos troncos.
que faz chorar até o mais seco dos olhos.
fogo que inebria.
que faz delirar no mais alto calor.
que coloca em sono profundo até o mais forte coração.
que mata sonhos, famílias e amores.
fogo que esquenta.
que aquece os corpos no meio da noite.
que faz suar.
que arranca dos corpos a roupa que não tem mais cabimento.
fogo que revela.
que coloca pra fora até os mais íntimos feitiches.
que exprime todo o desejo entre dois corpos.
que usa e abusa do prazer.
fogo que permite.
que libera o que se esconde por dentro.
que revela as máscaras que os tímidos usam.
que retira o pudor daqueles que se prezam.
fogo que arde.
fogo que pega.
fogo que gruda.
que seja amarelo, azul ou vermelho.
que seja fogo.
Arquivado em: Diogo Moraes, Hurricane Shirley, Poema/Poesia
Os homens primitivos sempre ligavam o fogo a catástrofe.
E realmente, se pararmos para analisar, quando estamos sentados perto d uma fogueira por exemplo, nossa imaginação cria estranhas visões nas chamas…FOGO, mais um dos mistérios da vida e da Terra…
Impactantes palavras como sempre Di =D