Quinta-feira | 30 | Abril, 2009 • 7:13 am
quanta falta de respeito! quanta desconsideração pelo próximo!
eu fico surpreso ao ver, em plena sala de aula de faculdade, como alguns como crianças. como se ainda estivessem no ensino médio. roubam textos da xerox, discutem com professores, gritam em sala de aula!
é um absurdo este tipo de comportamento! inaceitável!
porque passaram em uma faculdade federal acham que estão com o direito de serem imbecis? acho que não. ou melhor, tenho certeza que não.
justamente ao contrário! porque passaram numa faculdade federal, essas pessoas deveriam ter uma postura mais madura e mais séria. porque, se fossem ficar brincando dessa forma, era melhor não ter feito a porcaria do vestibular e terem deixado a vaga para pessoas que realmente dariam a vida por isto.
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Quarta-feira | 29 | Abril, 2009 • 7:13 am
há vazio por todo o lado.
e nada mais.
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Terça-feira | 28 | Abril, 2009 • 7:13 am
eu não quero te ver. não assim. prefiro lembrar de você me olhando, tentando falar comigo enquanto eu fingia entender tudo o que você dizia. é doloro. agoniante.
às vezes eu queria ser frio o bastante para desligar as máquinas, te dar adeus e esperar. esperar que você se fosse. esperar que a dor e a tristeza me consumisse. que a culpa tomasse conta de mim.
mas eu sei que não consigo. essa decisão não é hoje e jamais será minha. essa decisão pertençe à alguém maior. alguém que eu jamais alcançarei.
então, eu só posso dizer que sinto muito se eu não quero ter que lembrar de você assim. sinto muito se eu não sou capaz de acabar com sua dor.
apenas, sinto muito.
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Segunda-feira | 27 | Abril, 2009 • 7:13 am
é tanto sobe e desce, leva e tráz, tira e bota, que deve ser simplesmente impossível aguentar tanta dor e sofrimento. e ainda se atrevem à dizer que é melhor assim.
não tenho embasamento ou conhecimento médico para discordar, mas tenho um conhecimento afetivo e humano o suficiente para ter certeza de que isso não lhe faz bem. essa movimentação toda, tira, aos poucos, os últimos suspiros que lhe restam.
não entendo como pode te fazer bem, ficar sendo mexido e machucado da forma que está sendo feito.
arrastado em macas frias, perfurado com agulhas estéreis, alimentado por uma sonda que atravessa o estômago, respirando por um tubo em seu nariz. fora as aspirações, que são uma tortura à parte.
se isso for bom, eu não sei o que é ruim. te juro.
isso tudo, sem falar dos corredores vazios, dos quartos pálidos e sem vida, do silêncio mórbido que reina em cada canto. como se todo o prédio fosse um grande velório.
meu maior desejo era te tirar daí. tirar você desse lugar pseudo-angelical e te levar para um lugar melhor. um lugar que, talvez, eu não possa entrar - e talvez nunca entre -, mas, um lugar aonde você merece e sempre mereceu estar.
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Domingo | 26 | Abril, 2009 • 7:13 am
é tanta coisa em minha cabeça, tanto efeito colateral, tantos pensamentos que me ocupam, que o sono não acha mais uma brecha para entrar e eu passo as noites em claro. giro na cama. de um lado para o outro, de cima para baixo. acabo me intediando ou me irritando com a falta de sono. com meu corpo e mente alertas. com meu cansaço que não se dá por vencido. penso nas pessoas que eu amo, nas aventuras que eu tenho, na minha mãe, no meu pai, em minha irmã. conto até carneirinhos. mas algo não me deixa dormir. não me deixa descansar. quase como um castigo. uma penitência por ser quem sou ou por ter feito as coisas que fiz em um passado não muito distante. tento me distrair, ler ou algo assim, e de nada adianta. os ponteiros do relógio continuam se mexendo e o sono não vem. o tempo não passa. ou passa se arrastando. hora faz frio, hora faz calor. ou simplesmente hora não sinto nada e procuro algo pra sentir. mas, às vezes, eu gosto da sensação de não sentir nada. de não ter que sentir nada. de não ser normal. acho que é por causa do cansaço que eu me sinto assim. que eu devaneio dessa forma. viajando em meus pensamentos mais surreais como um louco. um louco com olheiras negras e mente agitada no meio da noite.
no meio da madrugada tem um alguém que jamais acorda, porque o mesmo não consegue dormir.
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Sábado | 25 | Abril, 2009 • 7:13 am
eu queria poder segurar as suas lágrimas, ou guardá-las em um potinho, só para depois regar o solo e fazer brotar de lá as mais belas flores que seus olhos já viram.
queria poder te estender a mão e te levantar, só para andar do seu lado – mais do que já ando – somente para te segurar e não te deixar cair novamente. só pra poder fazer você sentir que eu estou ao seu lado, agora mais do que nunca, para o que você precisar e até para o que não precisar.
mas, o que eu mais queria, era poder tirar todo o peso que você carrega e carregar eu mesmo, tirar de dentro do seu coração toda a sua dor e sua tristeza e guardar no meu, para que você pudesse respirar aliviada.
mas é impossível isso. infelizmente, eu não posso tomar o seu lugar dessa forma. então, saiba que, independente de qualquer coisa, eu estou aqui, do seu lado, te segurando e te levantando, respeitando sua dor e tentando, mesmo que nem sempre conseguindo, absorver ela pra mim.
te amo.
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Sexta-Feira | 24 | Abril, 2009 • 7:13 am
nem sempre agente é capaz de entender porque as pessoas entram em nossa vida. uns chamam de milagre, outros chamam de destido, mas eu prefiro dizer que, as pessoas entram em minha vida para me passar uma mensagem. ou várias mensagens. elas estão ao meu lado para me ensinar à viver a cada dia mais e mais intensamente. à dançar no pátio da faculdade, à assistir aos mais diversos filmes, ler os mais diferentes livros, conhecer os mais diversos lugares e, principalmente, à sentir todas as emoções.
nem sempre essas mensagens são claras, e, muitas vezes, eu não sou somente o receptor, como também o mensageiro, que leva às pessoas tantas mensagens quanto as que chegam até mim.
seja falando, seja em um olhar, em um gesto, uma música, uma expressão ou até em um simples pensamento, existem mensagens em todos os lugares e eu sou grato por vivenciar cada uma delas. mesmo que, às vezes, eu não consiga enxergá-las, mas eu sei que as sinto e as absorvo.
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