depois de tanto esperar e lutar para não me tornar igual à todas as pessoas que se fecham para o mundo, eis que me olho no espelho e vejo que estou tão igual à eles que nem me reconheco. me tornei mais um deles, frio e calculista. uma pessoa de palavras cortantes, que perfuram os corpos atrás das feridas mais profundas, somente pelo prazer de machucar. de ferir como foi ferido.
começei a pensar e notei que parei de medir as palavras e a profundidade à que elas chegam nas pessoas. passei a perceber que minhas palavras estão machucando muito mais do que deveriam, ou talvez muito menos do que eu queira. talvez eu tenha me tornado mal, ou talvez eu esteja apenas me libertando do meu maniqueísmo. do maniqueísmo que me foi imposto quando eu adentrei na sociedade hipócrita em que eu vivo.
Arquivado em: Diogo Moraes