palavrear

era proibido, esquecido, deturpado. um romance que jamais deveria ter sido contado.

2: Boas Novas

sempre dizem que de gênio e louco, todos temos um pouco, então se formos pensar por esse lado, somos todos iguais. todos gênios e todos loucos. e trago boas novas: tanta descriminação é simplesmente em vão.
como se cada um tivesse seu próprio mundo e esperasse, um dia, mostrar para o outro aquele mundo pseudo-perfeito para o próximo. como se o outro fosse louco, quando, na verdade, cada um tem seu talento pra loucura.
são coisas que caem do céu, sem mais nem porquê, mas que ninguém sabe o que fazer. o que não fazer. e terminam, todos, se perguntando o que vai fazer?
senhoras e senhores, eu vi a cara da morte, a cara da dor e a cara da angústia. e elas estavam vivas. elas eram vivas como nenhuma outra.
e não adiantará metaforizar ou rimar qualquer coisa. fazer das tripas coração. e qualquer tentativa, será apenas tentativa.
“então, vamos pra vida”

Arquivado como:Cazuza : O Tempo Não Para (ao vivo), Coleção

1: Vida Louca Vida

como já dizia um poeta que se travestia de cantor a vida louca, a vida é breve. a vida é imensa. então porque parar pra pensar no que fazer? porque simplesmente não fazer aquilo que se quer fazer e viver as consequências como um prêmio pela liberdade obtida?
é o primeiro passo para se livrar de tanta babaquice, tanta caretice. desta eterna falta do que falar ou fazer. primeiro passo para adquirir a verdadeira essência de viver. sem algemas. sem prisão. sem nenhuma amarra imposta por quem quer que seja. porque o crime de se submeter ao mundo não compensa. nosso crime não compensa.
não se deixar viver é a vida é viver aquela vida sem sentido. é a mesma vida sempre igual. corre todos os perigos, perde os sentidos, passa mal, muitas vezes por nada. muitas vezes para tentar achar um sentido para viver que está à um palmo na frente, mas que não somos capazes de ver. de enxergar em sua plenitude. ou, se assim o fazemos, evitamos para não se deixar iludir.
“tô cansado de tanta caretice, tanta babaquice.”
como já dizia um poeta que se travestia de cantor a vida louca, a vida é breve. a vida é imensa. então porque parar pra pensar no que fazer? porque simplesmente não fazer aquilo que se quer fazer e viver as consequências como um prêmio pela liberdade obtida?
é o primeiro passo para se livrar de tanta babaquice, tanta caretice. desta eterna falta do que falar ou fazer. primeiro passo para adquirir a verdadeira essência de viver. sem algemas. sem prisão. sem nenhuma amarra imposta por quem quer que seja. porque o crime de se submeter ao mundo não compensa. nosso crime não compensa.
não se deixar viver é a vida é viver aquela vida sem sentido. é a mesma vida sempre igual. corre todos os perigos, perde os sentidos, passa mal, muitas vezes por nada. muitas vezes para tentar achar um sentido para viver que está à um palmo na frente, mas que não somos capazes de ver. de enxergar em sua plenitude. ou, se assim o fazemos, evitamos para não se deixar iludir.
“tô cansado de tanta caretice, tanta babaquice.”

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