Sábado | 14 | Novembro, 2009 • 7:13 am
eu não esperava mais. já tinha desistido de ter-te em meus braços, até que algo mudou o rumo das coisas.
era pra ser só um abraço, mas eu não consegui mais te saltar. precisava de você alí. comigo. sentir sua pele, sua respiração em meu pescoço, sua mão em minha nuca.
em um momento, falávamos dos outros e no outro, meus olhos procuravam os seus. não os encontrei. mas encontrei o seu gosto em meus lábios. não encontrei seus olhos, mas encontrei as batidas do seu coração.
talvez, amanhã, quando você acordar, você se arrependa de ter estado comigo, mas, enquanto não acordar, tente não se perder de mim.
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Sexta-Feira | 13 | Novembro, 2009 • 7:13 am
como já dizia algum sábio do qual eu não me recordo o nome, “quando algo pode dar errado, vai dar errado”. e eu senti na pele isso.
tudo o que podia dar certo no meu dia, não aconteceu. e tudo o que podia dar errado, fez questão de dar errado com força total.
eu esperei horas, eu tentei fazer algo em vão, eu fugi de onde deveria ir, eu me cansei mais do que deveria tentando fazer algo de bom para meu dia, mas não deu certo.
para uma sexta-feira treze, que sempre me dá sorte, essa veio virada.
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Quinta-feira | 12 | Novembro, 2009 • 7:13 am
tudo está se encaminhando para a minha metamorfose.
as coisas estão acontecendo tão rápido e tão intensamente que eu não estou conseguindo pensas sobre tudo, só absorver e me envolver.
é como se as situações que eu estou vivendo, ou me preparando para viver, estivessem me escolhendo, ao invés de serem escolhidas pora mim.
então, diante disso, eu já não me permito mais escolher. eu deixo que as coisas apareçam e as aceito para mim. seja profissionalmente, emocionalmente ou sentimentalmente.
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Terça-feira | 10 | Novembro, 2009 • 7:13 am
hoje eu decidi que está na hora de seguir um novo caminho. pensei em algumas possibilidades e achei uma adequada à mim… hoje eu resolvi que preciso tomar um rumo diferente e tomar minha independência e maturidade de sopetão, de vez e sem volta. hoje eu decidi e começo à me preparar para marcar a data de minha partida. hoje eu decidi sair de casa.
não foi uma decisão por impulso, como muitos irão pensar. foi algo pensado. eu pensei e estou pensando nos prós e contras dessa mudança tão drástica em minha vida. estou pensando em tudo o que terei que passar, aguentar e sobreviver. mas nada que aparece em minha mente é capaz de me desanimar com meu propósito.
quando eu sair de casa, eu estarei apenas trocando de lugar. minha casa, meu lar, é e sempre será ao lado daquela que me deu a luz e que me guia até hoje. e, sempre que eu me sentir perdido, triste ou angustiado, eu voltarei ao meu lar para procurar aquela que me conforta e me acalenta. minha mãe.
mas, apesar de tudo, eu preciso sair de casa para procurar ter o que eu não tenho. preciso sair de casa para deixar de ter a proteção que eu tenho sempre. para poder sentir-me inseguro e saber lidar com isso. preciso sair de casa para aprender à correr meus próprios riscos.
talvez isso seja mais doloroso do que eu consiga imaginar hoje, mas se eu não fizer isso, estarei me colocando em uma bolha da qual eu não sei quando serei capaz de sair.
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Segunda-feira | 9 | Novembro, 2009 • 7:13 am
falar é sempre um ato de coragem. principalmente quando falar significa expor aquilo que guardamos com tanto afinco.
algumas vezes falar implica em colocar para afora algo que nos aflige ou que nos pertuba. colocar o sentimento para fora e se deixar levar pela emoção, ou não, quando isto é feito.
mas, o ato de falar, nem sempre é entendido como deveria. assim como em tudo na vida, a mensagem recebida não é, necessariamente, a mesma mensagem que foi passada. e isso acontece com frequência. as vivências e experiências que as pessoas têem, interferem diretamente nas interpretações que as mensagens passadas terão.
outro aspecto importante sobre falar, é o ato de não falar. não falar, talvez seja a pior maneira de atingir alguém. tudo que envolve o ser humano pode ser lido, como um texto, e interpretado. não falar algo é uma maneira de falar tantas coisas e as pessoas não enxergam isso. e, se enxergam, não entendem. afinal de contas, se passar uma mensagem falada pode ser complicado, passar uma mensagem não falada pode ser pior ainda.
mais do que passar uma mensagem, falar também significa expressar aquilo que se sente. permitir que o outro leia, através das palavras, aquilo que o resto do seu corpo não consegue expressar, por circunstâncias diversas. falar algo para alguém, significa deixar que este possa adentrar em sua mente e tomar conhecimento da profundidade do seu ser.
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Domingo | 8 | Novembro, 2009 • 7:13 am
quebro as amarras que me seguram,
saio correndo pro norte,
simplesmente paro de dar notícias,
até que todos esqueçam de mim,
ou anunciem a minha morte.
então, deixo que o grito saia,
travado de medo e dor,
escape por minha garganta,
e ruja pros quatro ventos,
que o dia morreu de horror.
cravo minha unha suja,
naquela pele que me agoniza,
e rasgo com toda a minha força,
toda a extensão fétida,
daquilo que me aterroriza.
me permito então refugiar-me,
numa caverna louca e escura,
e que ouçam lá fora,
o grito que de mim surgiu,
e que até hoje ainda dura.
assim se faz a lenda,
daquele que tentou viver,
virou um bicho selvagem,
lutou contra tudo que pôde,
mas se perdeu de tanto sofrer.
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Sábado | 7 | Novembro, 2009 • 9:57 pm
é fácil erguer a cabeça
enquanto o sol tá no alto,
belo e forte à me iluminar.
é fácil dizer que posso,
sorrir enquanto não penso,
e não deixo a tristeza dominar.
mas a noite sempre volta,
me consome e me destrói,
levando comigo o que construi.
voltar pra casa e viver escuro,
dentro do quarto fechado,
deixando o sorriso esvair de mim.
e me fecho pra tudo,
tentando fingir que estou bem,
mas sei que não engano ninguém.
ainda luto contra isso em vão,
me perguntando porque não consigo,
passar um dia feliz e são.
é fácil tentar ser forte,
mas é mais fácil desistir como eu fiz,
me jogar ao relento e me levar pela sorte.
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