estou acabado. tudo está acontecendo de vez e eu não sei o que fazer.
preciso sair. sumir. foragir de tudo que conheco para poder me renovar
Arquivado como:Diogo Moraes
Sexta-Feira | 30 | Outubro, 2009 • 7:13 am 0
estou acabado. tudo está acontecendo de vez e eu não sei o que fazer.
preciso sair. sumir. foragir de tudo que conheco para poder me renovar
Arquivado como:Diogo Moraes
Quinta-feira | 29 | Outubro, 2009 • 7:13 am 0
tanta coisa nos últimos tempos. tantos problemas. tantas dores. tantas preocupações. tanta coisa que eu já não sei mais por qual lutar.
as coisas mudaram. a forma como eu vejo as pessoas e minha relação com elas. a forma como eu encaro certos problemas. a forma como eu luto ou evito de lutar por coisas que eu acredito, ou costumava acreditar.
eu tenho andado sem olhar pra frente. com a cabeça baixa e olhando somente para meus pés. não quero ver os outros. não quero ver a dor nos olhos daqueles que estão à minha volta. não quero mais ver que cor tem o sorriso, não quero mais ver quão opaca é a lágrima, não quero mais ver quão profundo é o corte ou quão cortante é a dor.
alguns fantasmas voltaram à me rondar. e, com eles, trouxeram pensamentos que estão me fazendo lembrar do passado e de pessoas que fizeram parte dele. e eu não quero. eu não quero e não posso sentir saudade. isso está me fazendo mal.
e só faz piorar quando eu constato que sinto saudade daqueles que já se foram, mas que não estou conseguindo sentir nada por aqueles que aqui estão. só faz piorar quando vejo que as pessoas à minha volta estão me perdendo mais à cada dia, à cada palavra, à cada distância.
eu não posso mais carregar o peso das pessoas. eu não consigo mais tirar das pessoas os problemas e as tristezas delas. isso está me consumindo. me deteriorando. me destruindo.
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Quarta-feira | 28 | Outubro, 2009 • 7:13 am 1
IMPRÓPRIO PARA MENORES: POSSUI CONTEÚDO ADULTO.
… senti como se tivesse passado dias. acordei em êxtase completo por tudo o que tinha acabado de fazer. sentei na cama e contemplei meu corpo nú, olhei para o relógio e deparei com a notícia de que os ponteiros do relógio tinha rodado, e muito. era tarde.
fechei os olhos e começei à lembrar cada segundo que tinha passado ao lado dela. não me contive. eu tinha que acordar aquela que, apartir daquele dia, reinaria sobre meus sonhos. reinaria em meus sonhos. abri os olhos devagar e encontrei uma cama vazia. senti como se o vazio dela do meu lado, fosse um vazio dentro de mim.
levantei-me, ainda sem roupa, e procurei ela. olhei em volta no quarto, ainda desnorteado, e nada encontrei. andei para o quarto seguinte e nada. cheguei à pensar que ela poderia estar se escondendo. fui para a cozinha, copa e até área de serviço. nada. não restava outra alternativa, se não a sala. mas, como em todos os outros cômodos, nem sinal dela.
peguei uma toalha que estava pendurada em um pequeno varal nos fundos e fui banhar-me. entrei no chuveiro. água fria pra acalmar os ânimos e me fazer pensar aonde estaria minha mulata. a água caiu em meus cabelos e escorreu lentamente e, junto com a água, escorreu também tinta. tinta azul. e foi aí que eu não entendi mais nada. ou melhor, e foi aí que eu entendi tudo.
fechei o chuveiro e fui para o espelho. tentei não enxugar a testa para o resto da tinta não sair. e, qual foi a minha surpresa quando encontrei uma pequena frase escrita com aquela letra tão redonda e perfeita quanto os seios daquela que as escreveu. “bata a porta ao sair”. esfreguei os olhos e li de novo. não era real. isso tudo não podia ser um jogo para ela. sentei no vaso e foi então que caí na realidade e repassei aquelas palavras mentalmente.
terminei de me enxugar e peguei minhas roupas. vesti-as e sentei na sala. pensei em esperar. talvez fosse uma brincadeira. mas não era uma brincadeira. esperei durante quase uma hora para não ver nem sinal dela entrando pela porta. terminei de tomar o vinho agora quente na mesa da sala e resolvi sair. como pedido, bati a porta e não olhei para trás. mas, só então, ao passar em frente à um carro foi que vi outra mensagem. estava escrito com as mesmas letras redondas e de cor azul e uma marca de bato do lado. escrito em minha camisa branca.
“faça que nem o cometa halley: venha, cause emoção, e vá embora.
porque te quero assim – só de tempos em tempos.
e não me peça pra ligar no dia seguinte.
beijos, Rita
ps.: a porta.“
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Terça-feira | 27 | Outubro, 2009 • 7:13 am 0
estou, finalmente, decidindo que rumo tomar em minha vida. estou tomando as rédias de tudo o que acontece ao meu redor e estou trilhando o que pretendo fazer em breve. arquitetar cada pedaço dos meus dias. planejar cada passo seguinte, cada idéia. estou, finalmente, planejando algo que eu queria há tempos. e não há nada que ninguém possa fazer pra me impedir. de um jeito ou de outro eu vou conseguir o que quero. claro, impecilhos apareçerão, mas eu vou me preparar para enfrentar cada um que vier.
pessoas virão tentar me impedir. pessoas irão sofrer. mas eu não ligarei. estou decidido à trilhar meu caminho sozinho e com minhas próprias pernas. do meu jeito. alguns virão falar que isso tudo está errado, outros virão dizer que eu não posso abandoná-los, mas de nada adiantará. cada um que passou por minha vida me abandonou de uma forma ou de outra. de vez ou aos poucos. e nem ligaram para o que eu achava, pensava ou sentia. cada pessoa resolveu e executou seus planos sem nem ao menos me dar a chance de respirar ou me recuperar. agora é minha vez de fazer isso.
eu sei, pode parecer vingança ou alguma outra coisa sórdida, mas não é. é só um processo de desligamento que eu vou começar à executar. desligar-me-ei das pessoas, das idéias e das emoções. farei com que isso me deixe forte o bastante para conseguir o que quero. o que planejo. e se alguém sentir o abandono, que eu já senti antes, direi somente para se acostumar, pois as pessoas que passarão pela vida farão isso, assim como fizeram comigo.
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Segunda-feira | 26 | Outubro, 2009 • 7:13 am 0
acender um cigarro e pensar. é somente o que eu quero, e vou, fazer. deitar-me na cama, deliciando com o sabor do cigarro, enquanto meus pensamentos invadem minha mente.
fechar os olhos e tentar imaginar que tudo isso não passa de um sonho. um sonho mal sonhado. um sonho triste e vazio.
então talvez eu tenha decidido que é hora de seguir um novo rumo. procurar um novo sentido pra mim. um novo sentido em minha vida. decidi que é hora de eu andar com minhas próprias pernas e me deixar levar. deixar o que há dentro de mim crescer.
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Domingo | 25 | Outubro, 2009 • 7:13 am 0
eu já não sei mais o que dizer. vejo tudo o que você está passando e nada posso fazer.
quero que saiba que és parte importante em minha vida. a mais importante. é à você que eu devo, literalmente, minha vida. minhas alegrias e até o conforto em minhas tristezas. é você que está ao meu lado em todas as minhas vitórias e em todas as minhas derrotas.
eu paro para pensar no tanto de coisas que já passamos juntos. nas brigas que tivemos, nos momentos em que desabafamos, nos momentos em que nos chateamos por descobrir que tinha uma parte um do outro que não conhecíamos. mas também lembro de todas as vezes que superamos tudo isso. todas as vezes que paramos para conversar e nos entender, nos aconselhar e nos apoiar.
é difícil explicar nossa relação. ela tem altos e baixos e, algumas vezes, podemos até parecer desconectos. mas, logo em seguida, vemos que nossa conexão é eterna. não importando aonde eu ou você estejamos. se morando na mesma casa ou não, distantes ou próximos, tristes ou felizes.
quero que saiba que te amo muito. mais do que qualquer coisa e independente de humor, distância ou flexibilidade. e que não importa aonde eu possa estar amanhã ou depois, eu sempre voltarei para casa. para o seu lado. quero que saiba que não importa o que aconteça no futuro, eu sempre estarei ao seu lado.
feliz aniversário.
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Sábado | 24 | Outubro, 2009 • 7:13 am 0
IMPRÓPRIO PARA MENORES: POSSUI CONTEÚDO ADULTO.
… enquanto ela subia e descia sobre meu corpo, eu via o movimento regular e perfeito dos seus seios macios. não me contive e toquei-os, sentindo cada centímetro de pele em meus dedos. sentindo a maciez daqueles corpos perfeitamente redondos e naturais.
ela abria a boca para gritar, mas, ao invés disso, gemia cada vez mais alto de prazer. gemia e se deixava gemer. e seus gemidos levavam meus ouvidos e meu corpo ao delírio.
sem parar de se movimentar, ela beijou-me e me olhou nos olhos. eu sentia que aquilo seria inesquecível para ela.
entramos em um rítimo só nosso. movimentamos-nos em unissono. nada poderia atrapalhar o que estávamos fazendo naquele momento. éramos carne e unha. beijo e boca. um só corpo unido por um desejo passional e sexual.
ela acelerou o rítimo e eu logo notei que ela estava pronta para perder os sentidos, assim como eu, em um clímax perfeito.
estávamos suados, extasiados e excitados. meu membro ainda se encontrava dentro dela e eu sentia que poderia explodir. mas não ainda. explodiríamos juntos. de uma só vez. e assim aconteceu.
ao mesmo tempo, meu corpo expeliu para dentro dela o sabor da carne e ela, gemeu tão alto que deveria ser possível ouvir de longe. segurou os lençóis na esperança de se conter, mas nada a impediu.
seu corpo tremeu, se contorçeu e se relaxou sem dar espaço para palavras. o tempo parou e a respiração se tornou escassa. aquele momento era só nosso. era sexo, era desejo e sera gozo.
fechei os olhos e deixei que a vibração do meu corpo entrasse em sintonia com o dela. nossos corpos vibraram juntos, chegaram juntos ao clímax. gozaram juntos.
o mundo parou em torno de nós. os pássaros não voavam mais, as músicas não tocavam e ninguém se atrevia à piscar no mundo. era um momento só nosso. meu e dela, e de mais ninguém. nada poderia atrapalhar. naquele momento expressávamos o nosso amor. era o amor dos corpos, das almas e dos sonhos.
encarei os olhos dela e ela os meus. não precisamos falar nada, não precisamos nem ao menos tentar falar. nossos olhos falaram tudo por nós. aquilo não era somente sexo, era amor. um dos mais puros amores que experimentamos e experimentaríamos em toda a nossa vida.
senti o cansaço bater. amar aquela mulher me tirava as forças. me permiti cochilar, mas não sem antes ver, nem que seja por um instante, minha mulata nua, na penumbra, cochilando com um sorriso no rosto. e então dormi.
Arquivado como:Diogo Moraes, Rita Baiana
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